segunda-feira, 16 de julho de 2012

História



O primeiro canário de que se tem notícia foi encontrado nas Ilhas Canárias, na Costa Africana do oceano Atlântico, por volta de 1402. Sabe-se que as Ilhas receberam esse nome antes do pássaro. Curiosamente, os romanos chamavam-nas de "Ilhas dos Cães" por serem habitadas por um tipo de raça de cães de grande porte. Como era de se esperar, os romanos tiveram maior interesse em ferozes cães de guarda do que em pequenos pássaros cantantes. A palavra "canário" é uma corruptela de "canis", ou cachorro, em latim.

O Canário Selvagem, ou Serinus Canarius, possui pouco mais de doze centímetros, é nevado, de cor verde acinzentada e com partes córneas escuras; o macho apresenta faixas amareladas enquanto que a fêmea possui partes castanho acinzentadas. Sua aparência é bastante similar à do canário verde comum. Já no século XV, tem-se notícias de canários sendo criados como animais de estimação na Europa. Ainda hoje, porém, pode-se encontrar o Canário Selvagem nas Ilhas Canárias, Açores e Cabo Verde.

Por um período de quinhentos anos, através de criações selectivas, uma grande variedade de canários foi desenvolvida. Alguns foram criados puramente pela sua habilidade vocal, onde a aparência não tinha importância. Até a Revolução Industrial, quando não existiam máquinas barulhentas, alguns artesãos costumavam manter canários em suas lojas para entretenimento. Essa prática de manter canários nos locais de trabalho acabou levando-os para as minas de carvão, onde eles serviam de "alerta" ao homem, quando morriam devido à ocorrência de gases perigosos.

Os Ingleses se distraíam fazendo experiências com os tamanhos e formas que um canário poderia apresentar, conseguindo criar algumas variações da raça, entre elas o Norwich, o Yorkshire e o Gloster. Já os franceses e italianos preferiram lidar com a postura dos canários e obtiveram vários exemplares com diferentes curvaturas da espinha. Até o início do século XX, o canto e a forma dos canários eram alvo da dedicação dos criadores. No entanto, uma mutação apareceu em um criador de canários de canto clássico despertando a atenção para a cor dos pássaros, iniciando, nesse momento, um novo interesse por parte dos criadores e desencadeando uma série de cruzamentos, levando às mais de trezentas cores conhecidas actualmente.