segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Donde provém o canario silvestre?



Como todos os animais domésticos, também o canário provém de uma espécie ancestral que vivia em liberdade, e a partir da qual evoluíram todas as raças existentes. Trata-se de um pequeno tentilhão verde que vive nas Ilhas Canárias: o canário silvestre cujo nome científico é serinus c. canária, Linné.
As Ilhas do Atlântico com a sua “eterna Primavera”, que hoje em dia se tornaram num dos alvos turísticos preferidos dos europeus, foi desde cedo atribuída a expressão “Ilhas Afortunadas”, devido ao seu clima temperado.


O canário silvestre também habita nos Açores e na Madeira. A primeira descrição exaustiva desta ave foi fornecida por K. Bolle, após uma viagem no ano de 1858, uma data bastante tardia, uma vez que estes pássaros já eram domesticados pelo homem desde a segunda metade do século XV. O viajante moderno não consegue imaginar os trabalhos e a aventura de uma viagem de investigação naquela época, em que ainda não existiam aviões, nem barcos a vapor. As viagens nas caravelas eram longas, incertas e perigosas.
O canário silvestre é parecido com os canários verdes, atuais. Apenas a forma é mais delgada, dirse-ia mesmo mais elegante. Vive como o chamariz (serinus serinus), ao qual os holandeses chamam canário europeu, e com o qual também é aparentado. Durante algum tempo pensou-se que ambos os pássaros pertenciam a uma só espécie; dividida em subespécies que existiam em certas regiões. Mas depois de conhecer melhor a história da sua origem, concluiu-se não ser possível. De fato, trata-se de duas espécies exatamente distintas, pertencentes ao gênero dos chamarizes (serinus).
O canário silvestre escolhe paisagens abertas, pomares e encostas cobertas de vegetação como sítios prediletos para viver.
Em Fevereiro, e mais freqüentemente em Março, começa a fazer o ninho. Habita também nos jardins de pequenas vilas e cidades. Trata-se de um “pássaro de árvore”, como o tentilhão. A técnica de construção de ninho do canário é semelhante à do tentilhão, só que o seu ninho é colocado na ramagem, orientado para fora, da mesma maneira que o pintassilgo o faz. O macho e a fêmea distinguem-se pela cor da plumagem (dimorfismo sexual), contudo, esta diferença é irrelevante. O macho apresenta-se, no seu todo, mais cinzento, sobressaindo o verde só em algumas partes (faixa dos olhos, ombros, rabadilha, sendo mais esbatido no peito). Os machos mais velhos apresentam um amarelo mais vivo na plumagem do que os pássaros jovens. O processo de postura e choco é idêntico ao dos carduelinae, aparentados com os pintassilgos: s fêmea choca os ovos ambos os pais participam no desenvolvimento da cria. A sua preferência alimentar incide prioritariamente sobre sementes e todo o tipo de verduras.
No que diz respeito ao comportamento, o canário silvestre é parecido com o canário-da-montanha (serinus citrinellus). São aves muito temperamentais, que apenas conseguem desenvolver bem a sua vida familiar em aviários espaçosos.
A alimentação do canário que vive em liberdade consiste em todos os tipos de sementes, principalmente sementes de subasbustos de crucíferas e de flores compostas, bem como sementes de certos tipos de couve, alface, serralhas e ainda sementes de morugem-branca, tanchagem, poliganácea,e alguns tipos de dormideira. Os canários gostam principalmente de comer as sementes de alpiste que se tornou parte integrante de todos os tipos de alpiste de mistura sob o nome de alpiste.
Para além disso, estes pássaros silvestres ingerem sementes de determinados tipos de painço e sementes de cana-de-açúcar. Por isso, também foram designados pássaros do açúcar, nome com que foram comercializados durante muito tempo após a sua entrada na Espanha. Exceto por altura da ninhada, reúnem-se em bandos múltiplos que voam para longe, como os pintassilgos no fim do Verão e no Outono. A vida em bandos traz vantagens ao pássaro individual, uma vez que é mais fácil viverem em bando.
Os canários silvestres são pássaros para criadores amadores e profissionais. Não são fáceis de cuidar e de fazer procriar como os canários domésticos. A criação de carduelinae originais tornou-se, em1980, uma parte integrante da avicultura. Os tentilhões originais são criados anualmente por entusiastas europeus.