domingo, 18 de janeiro de 2015

Como Faz A Ave Sua Digestão?



DIGESTÃO NAS AVES


A anatomia do canal alimentar das aves é notavelmente diferente da dos mamíferos na área da boca, na presença de um papo no esófago e na existência de um estômago muscular ou moela. A boca e a faringe não são bem delimitadas na ave e, na maioria das espécies, não há palato mole. O palato duro comunica-se com as cavidades nasais.
Os dentes estão ausentes e suas funções são realizadas pelo bico córneo e pela moela, havendo uma grande variedade de adaptações do bico e da língua. As glândulas salivares e papilas gustativas estão presentes, em localização e número variáveis.
As dimensões do trato digestivo variam consideravelmente entre as espécies, dependendo dos hábitos alimentares.
Nos galináceos adultos, o comprimento de todo trato pode ser de 210 cm ou mais. Em geral, o esófago das aves é comparativamente longo e de maior diâmetro, sendo mais largo nas espécies que deglutem pedaços maiores de alimento. Uma dilatação do esófago, o papo, está presente na maioria das espécies, embora ausente em algumas espécies.
A forma do papo pode variar de uma simples dilatação do esôfago até um ou mais sacos para fora do esófago. O estômago glandular ou pró-ventrículo das aves funciona primordialmente na secreção, embora também possa ter uma função de armazenamento nas aves que não têm papo e em algumas espécies que se alimentam de peixes.
O estômago muscular é altamente especializado para a trituração naquelas espécies que ingerem alimentos duros, ou para misturar as secreções digestivas com o alimento, nas espécies carnívoras. Na maioria das espécies, o estômago muscular compõe-se de dois pares musculares denominados músculos intermediários e músculos laterais ou, mais recentemente, conhecidos como músculos pares grosso e fino. Esses músculos não estão presentes na maioria das aves carnívoras.
O intestino delgado das aves tem um duodeno semelhante à dos mamíferos, mas além do duodeno não existem áreas delimitadas como o jejuno e o íleo dos mamíferos.
O vestígio do saco vitelínico (divertículo de Meckel) pode ser encontrado mais ou menos na metade do intestino delgado. O intestino delgado é muito mais longo nas aves herbívoras do que nas carnívoras. A mucosa do intestino delgado é semelhante a dos mamíferos, excepto que as vilosidades geralmente são mais altas, mais delgadas e mais numerosas nas aves.
Localizado na junção dos intestinos grosso e delgado estão os cecos que, nas aves, em geral são em número par, ao contrário dos mamíferos. Suas dimensões são influenciadas pelos hábitos alimentares e eles não estão presentes em todas as espécies. O intestino grosso das aves é relativamente curto e não é bem demarcado em recto e cólon, como nos mamíferos.
Outro órgão concernente à digestão é o fígado, que é bilobado e relativamente grande na maioria das aves; o ducto hepático esquerdo comunica-se directamente com o duodeno, enquanto o ducto direito envia um ramo para a vesícula biliar, ou pode dilatar-se localmente como uma vesícula biliar.
A vesícula biliar está presente na galinha, pato e ganso, mas algumas outras espécies, como o pombo, não têm vesícula biliar.
 Ela dá origem aos ductos biliares que se esvaziam no duodeno, próximo a alça distal. O pâncreas fica na alça duodenal. Ele consiste, no mínimo, em três lobos e suas secreções atingem o duodeno através de três ductos.
Papo ou inglúvio: dilatação do esófago das aves, cuja função é a de armazenar o alimento durante algum tempo, antes de ser digerido.
Não tem função na digestão do alimento, pois não produz enzimas digestivas. O seu grau de desenvolvimento varia nas diferentes espécies de aves; é mais desenvolvido nas espécies que se alimentam de grãos e menos, ou inexistente, nas espécies que se alimentam de peixes (v. leite-do-papo).

Sistema Digestivo

É do tipo completo. As aves possuem bico e língua córneas; não há dentes. As aves granívoras (que se alimentam de grãos) apresentam moela e papo, que são pouco desenvolvidos ou mesmo ausentes nas aves carnívoras e frugívoras (aqueles que se alimentam de carnes e frutas). No papo o alimento é amolecido.
Daí o alimento vai para o proventrículo (estômago químico), passando a seguir para a moela (estômago mecânico), que é muito musculosa e substitui a falta de dentes nas aves. Após a trituração, o alimento dirige-se para o intestino delgado, onde ocorre a absorção dos produtos úteis, sendo o restante eliminado através da cloaca.
A cloaca é uma bolsa onde são lançadas as fezes, a urina e os gâmetas. Como glândulas anexas ao sistema digestivo, existe no fígado e o pâncreas. Obs : o "leite-de-pomba" é uma secreção Láctea produzida pelo papo da ave adulta para a nutrição dos recém-nascidos.
Como todos os pombos, ela alimenta seus filhotes com "leite de pombo", uma substância espessa parecida com coalhada, secretada no papo do pai e depois regurgitada.
Os filhotes são alimentados com "leite de pomba", feito de células que se formam dentro da mandíbula inferior da fêmea.
Leite de papo ou "leite de pombo" –
Existem aves que produzem uma secreção nutritiva por ocasião da reprodução com finalidade de alimentar os filhotes. Trata-se de uma descamação da mucosa do órgão e foi denominada leite de papo.
Tal produto é estimulado pela prolactina (hipofisária) e tal produto serve para ser regurgitado no bico dos filhotes enquanto não podem deixar os ninhos em busca de alimento. O leite de papo apresenta cerca de 12,5% de proteína ; 8,6% de lípidos; 1,4% de minerais e o restante está representado pela água.